Bordeaux
Muitas vezes se ouve dizer que determinado vinho nos conduz aos mais elevados pontos do satisfação. Em algumas companhias aéreas do mundo esta afirmação pode ser considerada ao “pé da letra”. Servir vinho em aviões é algo que ocorre desde 1930. O que impressiona, atualmente, é o investimento que elas têm feito. Segundo o USA Today (20/11) essas empresas compram cerca de 16,3 milhões de litros de vinho e algumas delas chegam a gastar anualmente US$ 15 milhões com este precioso líquido, servindo vinhos que chegam a custar US$ 220,00 no mercado americano, onde os preços giram em cerca de 1/3 dos praticados aqui.
Infelizmente estes prazeres se restringem aos felizardos da primeira classe ou da executiva. Para os mortais da classe econômica restam vinhos de menor qualidade e que são pagos pelos passageiros “on time”. Aceita-se cartão de crédito...
A Companhia Qantas oferece um Leeuwin Estate Art Series Chardonnay 2005, que sequer chega ao mercado. Mas também oferecem um Penfolds Bin 389 safra 2004. Já a Air New Zeland contempla os alegres viajantes com um Lake Chalice Marlbourough Sauvignon Blanc 2008. Por sua vez a Japan Air Line inclui uma Champagne Salon 1997, cujo valor não é inferior a US$ 220,00 a garrafa, e foram produzidas apenas 60 mil dessas unidades.
Contratando experientes sommeliers as companhias procuram utilizar a qualidade dos vinhos como ferramenta de construção de imagem junto a este seleto segmento de primeiríssima classe.
A Singapore Air Line realiza cursos de sommeliers para seus comissários e aeromoças. Seus gastos com tudo que envolve o serviço de vinho, incluindo a manutenção da sua adega, atinge a cifra de US$ 16 milhões por ano. Ela ainda dispõe de uma câmara para degustação que reproduz a pressurização, a temperatura e a umidade de uma aeronave, de forma a garantir a melhor escolha mesmo nessas condições não usuais, que alteram as propriedades organolépticas do vinho.
Vamos ao brinde, Saúde!